
Neste domingo (9) o frevo – principal ritmo do carnaval de Pernambuco, completa 118 anos. A data faz referência à primeira vez que a palavra frevo apareceu na imprensa, em 1907, no “Jornal Pequeno”, do Recife. Considerado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro (2007), e da Humanidade (2012), o ritmo, a dança e os passos receberão homenagens em vários espaços no Recife e em Olinda.
Segundo o Livro de Registros das Formas de Expressão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o frevo é “uma forma de expressão musical, coreográfica e poética, enraizada no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco”.
A palavra serve para identificar a música, o ritmo, a dança e os passos e tem origem no verbo “ferver” – uma referência à dança enérgica, com saltos e passos rápidos, ao som de orquestras.
De acordo com o Iphan, o frevo vem de uma brincadeira portuguesa chamada “entrudo”, trazida no período da colonização do Brasil, que incluía espirrar um tipo de água de cheiro nas pessoas ao redor.
A dança é uma mistura da marcha, do maxixe e de elementos da capoeira, enquanto a música vem de uma fusão de gêneros como a polca, a mazurca e o dobrado com as bandas de música, militares e civis, muito comuns no Século 19.
O uso da sombrinha como símbolo do frevo é do mesmo período e faz referência aos capoeiras – que tiveram o jogo proibido e usavam o objeto como uma espécie de arma disfarçada. Com o tempo, o adereço tornou-se fundamental para a execução dos passos, ajudando no equilíbrio.
O ritmo tem três modalidades:
Frevo de rua: instrumental, tocado e dançado nas ruas durante o carnaval;
Frevo-canção: derivação do frevo de rua, tem letras cantadas e poucas diferenças musicais;
Frevo-de-bloco: versão lírica, com danças, instrumentos e melodias mais suaves.
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